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Como separar lixo reciclável do jeito certo


Separar lixo reciclável do jeito certo: um passo importante para cuidar do meio ambiente

Separar o lixo da forma correta é um dos primeiros passos para diminuir o impacto ambiental no dia a dia. No Brasil, onde cerca de 40% dos resíduos domiciliares ainda têm potencial reciclável, é essencial adotar práticas que facilitem a reciclagem e promovam a economia circular.

Mão segurando garrafa verde acima de lixeiras recicláveis coloridas

Com sistemas municipais de coleta seletiva em crescimento, especialmente em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, os resultados podem transformar a relação entre resíduos e sustentabilidade. Conheça as melhores práticas para separar o lixo reciclável de forma eficiente e acessível.

Por que separar o lixo reciclável é fundamental

A separação do lixo reciclável é o primeiro passo para viabilizar uma economia circular no Brasil. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) enfatiza essa prática para otimizar o trabalho de catadores e cooperativas, que dependem de resíduos limpos e separados para geração de renda e reciclagem eficiente.

Sem a separação correta, materiais recicláveis, como papel, plástico, vidro e metal, acabam nos aterros sanitários, onde podem levar séculos para se decompor e gerar impacto ambiental significativo. Por isso, adotar essa prática transforma não só a gestão de resíduos, mas também o futuro das cidades e do planeta.

Como começar: separação de resíduos por cores

No Brasil, o sistema de cores padronizado facilita a identificação e separação dos materiais recicláveis. Seguem as principais categorias:

  • Azul: Papel e papelão, como jornais, revistas e caixas.
  • Vermelho: Plásticos, incluindo garrafas PET, tampas e sacolas.
  • Amarelo: Metais, como latas de alumínio e objetos de aço.
  • Verde: Vidros, como garrafas e potes.

Separar os resíduos por cor desde o início torna o processo de reciclagem mais eficiente para coleta seletiva e cooperativas.

Lixeiras seletivas: aliadas do cotidiano brasileiro

Investir em lixeiras coloridas é prático e eficaz. No mercado brasileiro, são comuns as lixeiras seletivas modulares, como as da Marcília, com conjuntos de baldes coloridos e com rodízios, ideais para apartamentos pequenos.

Essas lixeiras ajudam na organização e incentivam toda a família a participar, permitindo que crianças e jovens aprendam desde cedo a separar o lixo de forma correta. Uma dica prática que aplico em casa é usar etiquetas simples com imagens de exemplos de resíduos para facilitar ainda mais.

Separação dos resíduos orgânicos: a compostagem em casa

Metade do lixo gerado nas residências no Brasil é orgânico e pode ser reciclado por meio de compostagem. Para quem busca soluções práticas e baratas, a compostagem doméstica é uma ótima aliada.

  • Balde rotativo: uma solução simples, onde você separa as cascas e restos de comida, adiciona serragem e, em 45 dias, obtém adubo para plantas.
  • Vermicompostagem: com minhocas californianas em caixas plásticas, excelente para quem tem varanda ou quintal.

Lembro de quando improvisei um balde com furos para fazer compostagem na varanda. Foi mais fácil do que imaginava e o adubo alimenta as samambaias da sala até hoje.

Plástico: separar pelo tipo faz a diferença

Nem todos os plásticos são iguais. Conforme orienta Bruno Igel, da Wise Plásticos, os plásticos devem ser separados por tipo, como PET e HDPE, para reciclagem mais eficaz.

Por exemplo, garrafas de água são PET, enquanto embalagens de shampoo, geralmente, são HDPE. A separação garante que cooperativas e recicladores possam processar os materiais adequadamente, potencializando sua reutilização.

Histórias reais de transformação

Uma família em Manaus adotou o uso de lixeiras coloridas e um compostor para resíduos orgânicos. Antes, 5 kg de lixo iam para o aterro todos os dias. Após mudar hábitos e usar o aplicativo Cataki para coleta, conseguiram reciclar 2 kg de resíduos por semana.

Agora, além de reduzir as idas ao lixão em 70%, a família gera renda extra com a venda de recicláveis locais e utiliza o adubo em uma pequena horta caseira. Um exemplo inspirador de como mudanças simples podem trazer impacto positivo.

Dicas práticas para separar o lixo reciclável em casa

  1. Escolha lixeiras coloridas ou utilize etiquetas para identificar os tipos de resíduos.
  2. Divida o lixo entre reciclável seco e orgânico úmido.
  3. Amasse papéis e plásticos para economizar espaço.
  4. Lave vidros e plásticos para evitar odores antes da coleta seletiva.

Ligando à TV ou celular, vídeos tutoriais da própria Comlurb ou instituições como ZEROS ajudam no aprendizado. Veja este vídeo rápido:

O impacto da separação correta no Brasil

No Rio de Janeiro, cooperativas de catadores recuperam até 33,6% do reciclável seco. Esse trabalho não apenas gera emprego, mas reduz significativamente o volume de resíduos destinados a aterros.

Com iniciativas locais, como a ampliação da coleta seletiva, é possível ampliar esses números e criar um ciclo de reciclagem compartilhada entre consumidores e governos.

Transforme sua prática com pequenos gestos diários

Separar o lixo pode parecer um desafio, mas é um gesto que transforma hábitos e consciências. Comece com o básico: separe vidros, plásticos e papéis. Se possível, adote a compostagem em casa, veja como isso transforma a relação com o lixo.

A cada cesta de recicláveis organizada, você contribui com o meio ambiente. Use aplicativos de coleta, incentive quem vive com você. Cada atitude conta!